terça-feira, 29 de setembro de 2009

Neste mundo ou estamos solidários ou estamos perdidos.


     Quando chegamos a esse mundo, chegamos sós, mas ao chegarmos entramos em contato com um número grande de habitantes. Somos pequeninos, indefesos, porém há uma família, seres escolhidos para cuidar de nós, ainda simples e indefesos visitantes.
    Com o passar do tempo, com o nosso crescimento, com desenvolvimento físico e mental passamos a nos relacionar com grupos de pessoas, inicialmente na família, na  escola, depois na faculdade, depois no trabalho, e de tempos em tempos vamos aprendendo e amadurecendo para sermos mais evoluídos, mais elevados, mais dignos.
     Parece, muitas vezes, que estamos envolvidos por uma redoma de proteção, principalmente quando se é adolescente. Temos os pais, avós, tios, para cuidar de nós, garantir a primeira parte do trajeto: a infância e a adolescência.
     Entretanto, no desencadear da vida, no passar do tempo, as avezinhas protegidas que fomos nós, tem que criar forças nas asas, para alçarmos os próprios voos, fazer os próprios trajetos individuais. Temos que ter a consciência de que somos seres essencialmente gregários, precisamos viver em grupo. Precisamos desenvolver nossos próprios recursos e talentos para criarmos a autonomia da nossa existência.
     E nessa relativa independência temos que aprender a sermos solidários. Temos que ter a consciência de que se quisermos alcançar os nossos objetivos, e, consequentemente, o sucesso, temos que desenvolver a habilidade do espírito de equipe, do trabalho em grupo, do esforço pelo coletivo. Essa experiência dará dinamismo à construção e à concretização de nossos objetivos.
     Neste mundo ou estamos solidários ou estamos perdidos. A solidariedade é a prática da fraternidade. Depois que nossos entes queridos se vão, partindo para a outra dimensão, o que nos sustentará será o sentimento fraternal, o sentimento de solidariedade que nos capacitará para lidar com as intempéres desta Terra.
     Vamos procurar o trabalho em grupo, o voluntariado, a dedicação ao próximo e a autoestima elevada através da doação pessoal. Sejamos íntegros na manifestação de afeto, na liberdade de ser, na capacidade de expressar solidariedade.

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